14/10/2009 13:36
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Carlos Dantas: «Ideal seria Franklim na selecção nacional»

Ex-treinador do Benfica admite a hipótese de treinar a selecção italiana.

Carlos Dantas celebra, esta quarta-feira, 56 anos e o scn falou com o treinador de hóquei em patins sobre a sua carreira e a actualidade do hóquei em patins nacional.

O antigo técnico do Benfica está sem clube mas essa é uma situação que não o preocupa. “Estou a acompanhar o hóquei em patins de uma forma diferente. Foram 22 anos por dentro da modalidade e é óbvio que o bichinho continua dentro de mim mas sinto-me bem, embora vá voltar a treinar. Porém, isso não é uma prioridade”, revelou ao scn.

Após ter saído do Benfica no final da última época, uma possível ida de Carlos Dantas para Itália é uma das possibilidades em cima da mesa. “Existe a hipótese de ir treinar para Itália e pondero essa possibilidade mas apenas a nível de selecção. Não está nos meus horizontes ir treinar um clube italiano”, adiantou. Caso se confirme essa possibilidade, será um regresso do treinador português à selecção italiana, pela qual, em 2003, perdeu a final do Campeonato do Mundo para Portugal, em Oliveira de Azeméis.

O Benfica é, sem dúvida, o clube mais marcante na carreira de Carlos Dantas. No clube da Luz, o treinador conquistou cinco campeonatos nacionais, seis Taças de Portugal, seis Supertaças e uma Taça CERS. O balanço da carreira, logicamente, só poderia ser positivo. “Tirando o domínio absoluto do FC Porto nos últimos anos, o balanço é extremamente positivo. Nos 15 anos que estive no Benfica, conquistei mais de um quarto dos títulos que o clube tem no palmarés e nunca fiquei abaixo do pódio no campeonato. Portanto estou contente com aquilo que fiz lá”, confessou.

Ainda sobre o Benfica, Carlos Dantas rejeita a ideia de que o plantel desta época é mais forte que o do ano passado. “O Benfica não é mais forte este ano. Simplesmente está mais forte na posição que eu já defendia que era a mais fraca nos anos anteriores, que é a de guarda-redes. Não estou a dar demérito ao Carlos Silva, mas a verdade é que ele não tinha concorrência interna, algo que agora tem com a contratação do Ricardo Silva à Juventude de Viana. Aliás, a equipa base é practicamente a mesma. Apenas entrou o Caio e saiu o Ricardo Barreiros”, constatou na conversa com o scn.

O campeonato apenas vai na 1ª jornada e, portanto, Carlos Dantas, o espectador, não quis avaliar, ainda, o potencial das equipas. Porém, salientou o resultado final do Porto Santo SAD frente ao Oeiras (8-9). “Os resultados eram os previsíveis e as equipas mais fortes venceram. O que mais me surpreendeu foi a vitória do Oeiras em Porto Santo por 9-8. Pareceu-me algo excessivo até porque esse resultado se deveu às novas regras”.

Sobre as novas regras , Carlos Dantas pede bom senso em algumas delas. “Não concordo com algumas das alterações mas há duas questões que gostaria de realçar. Primeiro, o facto de na marcação da grande penalidade não haver apito. Assim, nem o jogador está concentrado para marcar o penaltie nem o guarda-redes para defendê-lo porque estão ambos a olhar para o árbitro para ver quando ele dá a indicação para cobrar a falta. Para além disso, não deveria ser permitido uma equipa jogar com menos dois jogadores. Isso é horrível porque passa a jogar apenas meia equipa contra uma equipa inteira. No máximo, a equipa penalizada deveria ter apenas menos um jogador. Imagine no futebol uma equipa a jogar com 11 jogadores e outra a jogar apenas com cinco. Era impossível jogar.Por isso, é preciso haver bom senso e parar para reflectir. Uma das coisas que se tem notado é que o público que se deloca aos pavilhões está descontente porque não percebe o que se está a passar em rinque”.

A concluir, Carlos Dantas pronunciou-se sobre a vaga em aberto para o cargo de seleccionador nacional. Para essa função, o antigo técnico do Benfica aponta Franklim Pais, do FC Porto, como tendo o perfil ideal. “Fala-se na possibilidade do novo director técnico nacional assumir essa função. Não estou a duvidar da capacidade do Jorge Lopes mas acredito que ainda não tenha a experiência necessária para assumir o cargo. Treinar selecções jovens e a selecção feminina é muito diferente de treinar a selecção sénior. Para mim, o ideal seria o Franklin Pais mas, como a Federação tem apostado em treinadores que não estão ligados a clubes, a opção não deve passar por aí”, concluiu.

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(1) comentários
  • 1 beubeu16:33 14-10-09
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    Existe algum treinador, por muito sem caracter que seja, que venha para os jornais dizer que quando a equipa ganha - é ele que ganha - quando a equipa perde - a culpa é do guarda redes !! olha Dantas, sabes que mais ? foste " tratado " como mereces ser "tratado".... sem qualquer tipo de consideração da parte de ninguém !
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