27/11/2009 18:11
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Longevidade de carreira

Na minha opinião devem jogar aqueles que são melhores, não tendo em conta o bilhete de identidade nem os nomes, nem os currículos construídos com todo o mérito, e assim sendo, se os atletas em questão são os melhores então que possam continuar enquanto assim o entenderem.

Muitos se interrogam sobre o facto de alguns jogadores com idade “considerável” continuarem a actuar ao mais alto nível no campeonato português. De facto, não se encontrando paralelismo noutras modalidades, apenas esporadicamente no basquetebol, vemos no hóquei em patins jogadores a prolongarem para além do normal a sua carreira desportiva.

Esta questão pode ser vista de várias formas, mas é inegável que para continuarem a actuar ao mais alto nível tem que ser dado o mérito a esses mesmos atletas, a grande maioria deles com um currículo invejável, com muitos títulos conquistados e que continuam a ser mais valias para as suas equipas. Tó Neves, Paulo Almeida, Vitor Fortunato, Pedro Alves, Guilherme Silva, Didi, Jorge Maceda entre outros onde poderíamos incluir também Luís Viana e Sérgio Silva são exemplos dessa longevidade.

Uma boa condição física, psicológica, ambição, querer e gosto pela modalidade vão permitindo que estes jogadores continuem no activo e na plenitude de quase todas as suas faculdades. Outro factor que contribuiu para essa longevidade foi a vida regrada e todos os cuidados inerentes de grandes atletas, que a maioria deles teve.

Obviamente que com o passar dos anos se vão perdendo outras, mas essas vão-se colmatando com a experiência. A eles deve muito o hóquei patins: continuam a arrastar espectadores e a transmitir aos mais novos a sua experiência e conhecimentos. É um facto que muitas vezes se sujeitam aos maldizentes que se preocupam apenas em olhar para o bilhete de identidade, mas eles são a prova viva de que o que conta dentro das quatro tabelas não é a idade.

Por outro lado pode questionar-se que estes jogadores se mantenham no activo porque, infelizmente, nos últimos anos têm surgido muito poucos valores das camadas jovens. No entanto e em qualquer circunstância, tem de se reconhecer o mérito a estes jogadores, porque não é fácil conseguir manter o mais alto nível, e durante tanto tempo com êxito, a longevidade na carreira.

Na minha opinião devem jogar aqueles que são melhores, não tendo em conta o bilhete de identidade nem os nomes, nem os currículos construídos com todo o mérito, e assim sendo, se os atletas em questão são os melhores então que possam continuar enquanto assim o entenderem.

Importante é que cada um deles perceba qual o momento exacto para pôr termo à sua carreira de sucesso, construída ao longo dos anos, e não se deixem “arrastar” nos ringues dando motivos a muitos para denegrirem a sua imagem e até porem em causa as suas conquistas.

Fui colega de equipa e adversários de todos, e para eles deixo o meu abraço e aplauso. O hóquei patins precisa da sua colaboração e conhecimento. E precisa que surjam muitos jogadores com eles. Bem hajam.

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