Jorge Maceda, no mundo do hóquei mais conhecido por Xixa, completou ontem 41 anos. Esta seria, à partida, uma informação irrelevante mas Jorge Maceda é dos jogadores mais velhos a actuar no campeonato nacional de hóquei em patins.
O segredo para uma carreira já longa, segundo ele, está na vontade e no querer. “O segredo é a vontade e o querer jogar hóquei em patins, aliado aos termos físicos. Nem nos treinos gosto de perder e claro que gosto de ouvir quando os jovens dizem que ainda patino mais que eles”, diz, entre risos, ao scn.
O fim da carreira é uma incógnita para o veterano jogador. “Costumo dizer que jogo até quando me sentir útil. Não gosto de enganar ninguém e, por isso, desde há sete anos para cá só tenho assinado contratos de uma época pelos clubes por onde passo”, informa.
Apesar de tudo, Xixa não acredita que a geração mais jovem siga o exemplo da geração anterior, que ainda hoje está em rinque, como é o seu caso e o de Tó Neves, Vítor Fortunato, Paulo Almeida, entre outros. “Temos jovens hoquistas com muita qualidade mas os jovens de hoje não têm espírito de sacrifício. Os jogadores acomodam-se ao rótulo de bons jogadores”, critica.
No início desta época, Jorge Maceda regressou, pela quarta vez, ao OC Barcelos. Um clube que foi perdendo força ao longo dos anos mas que se está a tentar levantar, segundo o próprio. “A primeira vez que cá estive foi em 1991 e 1992. O OC Barcelos era um clube de topo, financeiramente estável, que lutava por títulos tanto em Portugal como na Europa. Hoje os objectivos são bem diferentes. As linhas traçadas passam por estabilizar o clube na 1ª divisão e começar a preparar o futuro, sabendo que não participamos nas competições europeias por questões financeiras. Mas desde que cá estou têm pago a tempo e horas”, adianta. “Com a criação da SAD acredito que o OC Barcelos consiga, aos poucos, subir novamente a sua cotação”, prossegue.
Aliás, foi no clube minhoto que Jorge Maceda passou os melhores momentos da carreira. “No OC Barcelos venci practicamente tudo. Fui campeão nacional, venci a Taça Intercontinental, a Supertaça Europeia, a Supertaça Nacional, a Taça das Taças e duas taças de Portugal”. Já o momento mais baixo aconteceu também no Minho, mas no Barcelinhos. “A descida de divisão com o Barcelinhos foi certamente o momento mais baixo da carreira porque para além da descida a nível desportivo o clube também caíu muito financeiramente”, recorda.




